segunda-feira, 3 de março de 2008

Sábado perfeito

Em resposta ao desafio lançado no Mar Azul para escrever um texto com 12 palavras que me digam algo especial, aqui vai:
Ritinha
Zé Pikeno

Sinto um leve respirar ronronado no rosto e uma língua áspera e húmida a percorrer-me a bochecha… Penso para mim própria abre-os (os olhos)! Fico mais uns segundos… É então que os abro e na minha frente, mesmo coladinho a mim, lá está o rosto de gata mais lindo do mundo!!! É minha Ritinha que entra pelo meu dia a dentro como o SOL pelas frestas do estore da janela. Mas surge uma sombra negra, ela olha pelo canto do olho, sempre alerta. Num breve instante suspenso no seu OLHAR faz-se uma pausa… É o Zé Pikeno que na sua elegância de brilho e breu se aproxima sempre pronto para a rambóia!
Levanto-me e vou fazer um sumo de laranja que partilho com o meu COMPANHEIRO de VIAGEM, de vida, de sumo, de tudo. Como sabe bem este líquido ácido-doce, FRESCO, a escorrer pelas nossas gargantas… ah e este Sol delicioso que em oposição nos aquece as faces SORRIDENTES… Assim ficamos flutuando no momento que se equilibra entre o banal e o absolutamente divino.
Toca o telefone e a familiar melodia (fruto das modernices das novas tecnologias e telecomunicações) desperta-nos do transe. É a MÃE, o dia está bonito e ela procura quem partilhe com ela os raios quentes de Sol. Segue-se então um almoço em FAMILIA (os GATOS, esses já almoçaram). O barulho dos talheres, o frenesim dos empregados sempre prontos a servir o cliente (“com certeza”, “trago já”, “OBRIGADO e volte sempre”) é rasgado pela gargalhada da minha mãe. Como está feliz por nos ter junto dela! O último ano não deve ter sido fácil já que eu dei o meu grito de Jerónimo e sai (finalmente) de casa e ela deve sentir-se mais só… estes momentos trazem-lhe um verdadeiro aconchego que só eu lhe posso proporcionar. Ela sorri e com o seu sorriso deixa o meu coração pleno de luz e AMOR!
Chega agora o final da tarde e nós chegamos também (a casa, isto é). Preparamos o jantar em conjunto (damos o jantar à Ritinha e ao Zé Pikeno), comemos na sala junto à lareira. É indescritível este momento de puro ócio e TERNURA… um cenário pleno de calor, de amor, de tranquilidade, que nos leva pela noite adentro dançando por entre as estrelas ao som do crepitar do fogo…e um desejo fica: que os dias mais simples me relembrem sempre de que realmente o importante na vida é saber vivê-la, sem pressas, sem stress, sem ânsia, pois a felicidade é feita de momentos, não é uma constante.

Maria Mala

7 comentários:

Fátima disse...

Amiga,

Obrigada pelas tuas palavras no meu cantinho. Adorei!

Uma delícia o teu texto,
um encanto de uma mulher feliz, junto dos seus companheiros do dia-a-dia e do companheiro de viagem.
Quase chorei quando falas na mãe, lindo! Não percas nunca esse grande amor!

:-) beijo amigo

Capitão Merda disse...

Segui o teu rasto a partir da minha naviarra...
Voltarei mais tarde para "tirar as medidas" ao "blog". Agora o trabalho chama-me.

Também curto bué gatos!

Vieira Calado disse...

Obrigado pela visita ao meu blog.
O seu, promete.
Cumprimentos.

Rafeiro Perfumado disse...

Olá, Maria Mala. Obrigado pela visita, e excelente forma de "despachar" o desafio!

Beijoca!

PS: verificação de palavras + moderação de comentários. Não é segurança a mais? ;)

C Valente disse...

Lindos bichanos
Sauda�es amigas e boa noite

O Profeta disse...

E eu fiquei a conhecer-te mais um pouquinho e...gostei...


Passou o dia sobre as cidades
Esquecido por esta estação
Uma flor deposita no vento uma semente
Este ribeiro leva consigo a ilusão

Secretamente a terra a recolhe
Guarda-a da voragem do vento
Espera que água a fecunde
Explode a vida a cada momento


Boa semana


Doce beijo

Violeto disse...

Tu cantas o amor de forma linda! E uma vez que a felicidade não é uma constante, que tenhas muitos e belos momentos felizes.